
Americo Brasiliense Antunes de Moura:
A Escola Estadual “Professor Américo de Moura” está instalada num prédio construído, há 34 anos.
O professor Américo de Moura foi docente da disciplina de Português do antigo ginásio de Campinas (1906 a 1914) e nas disciplinas de Literatura e Latim na Escola Normal de São Paulo (1914 a 1935). Lecionou também no Colégio Universitário, na disciplina de História da Língua (1935 a 1937).
Já na Faculdade de Filosofia de São Bento ministrava aulas de Filologia Românica e Literatura Portuguesa no período de (1940 a 1944).
Alguma de suas obras levou os alunos a compreender e a verificar por si só uma realidade: a unidade linguística entre Portugal e Brasil.
Escrevia artigos no jornal Radical Paulistano, localizado na Rua Boa Vista, 29, este jornal apareceu nas bancas em 12 de abril de 1869, tinha como frequentador Rui Barbosa, que participava das reuniões do Clube Radical, de orientação liberal, que teve como colaboradores: Luís Gama, Américo de Moura, Bernardino Pamplona e Júlio César de Freitas Coutinho.
A Sra. Ana Arcanjo, membro da Cruz Vermelha, da Revolução de 1932, comenta que o Hino Nacional Brasileiro tinha um trecho, que o escritor e poeta Américo de Moura havia sugerido logo na introdução do Hino, mas que não foi aceito oficialmente.
A nossa escola recebe o nome de Professor Américo de Moura em homenagem a esse professor que muito contribuiu para a educação, cultura e história do Brasil.
Nascido em 7 de Julho de 1881.

O começo do EEPAM :
A Escola Professor Américo de Moura - CEPAM, não possuía prédio próprio, então a Escola Olga Benatti funcionava no período da manhã e nos períodos da tarde e noite o prédio era emprestado para uso dos alunos e Professores do CEPAM, além das informações acima a Padaria teve esse nome porque na época em que foi fundada existia no mesmo prédio duas Escolas: Olga Benatti e CEPAM. Anos mais tarde foi construído o prédio que fica na Av. Luiz Inácio de Anhaia Melo.
A fundação da Padaria foi em 1968 pelo saudoso senhor Antonio, que tinha a esposa que era secretária do Colégio Professor Américo de Moura, conhecido como CEPAM que hoje chama Olga Benatti a Senhora Olga foi minha professora de Geografia na época ginásio. Na época a diretora era a Senhora Beatriz e seu esposo, professor Edsom que também me deu aula no colegial. O colégio depois de muitos anos mudou-se para a Av Anhanha Melo com o nome de EPAM.
Quem foi o professor Américo :
Américo Brasiliense de Moura nasceu no município paulista de Santa Barbara D'oeste em 7 de junho de 1881. Foi filólogo e genealogista e deixou farta bagagem literária, como as obras “Os primeiros povoadores de São Vicente”; “Ensaio de filologia” publicado em Campinas em 1912; “O Problema do Trabalho”, 1921; “Antologia da Língua Nacional, 2 volumes”, 1944 e 1948 e “São Paulo e a formação das fronteiras do Brasil”.
Formou-se na Escola Normal de São Paulo em 1903, bacharelou-se na Faculdade de Direito de São Paulo e começou a atuar como catedrático de português no Ginásio do Estado de Campinas.
Mesmo aposentado lecionava a disciplina de Filologia Românica na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Católica de São Paulo. Faleceu na capital paulista, onde residiu desde 1914, aos 21 dias do mês de julho de 1953 aos 72 anos, sendo velado em sua casa, localizada à rua Augusta.
Foi um dos organizadores do IV Centenário de São Paulo e sua biografia consta no livro “Who’s Who in Latin América, Part VI, Brazil”, de Ronald Hilton, publicado pela Stanford University Press, na Califórnia em 1948.